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Como planejar a instalação de piso intertravado em ruas internas

  • Foto do escritor: GIL CELIDONIO
    GIL CELIDONIO
  • 30 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

O piso intertravado é uma solução inteligente para ruas internas de condomínios, loteamentos, áreas logísticas e vias de acesso. Além de durável e esteticamente versátil, facilita manutenções, melhora a drenagem e agrega valor ao empreendimento. A seguir, um guia prático para planejar sua obra com segurança, previsibilidade de prazos e excelente custo total de propriedade.




Por que escolher piso intertravado

  • Performance e durabilidade: suporta tráfego leve a médio e permite substituições por trecho, sem quebradeira.

  • Drenagem eficiente: reduz poças e contribui para manejo de águas pluviais quando bem dimensionado.

  • Estética e valorização: múltiplos formatos e cores elevam o padrão do empreendimento.

  • Obra limpa e rápida: instalação seca, menor geração de entulho e liberação por etapas.

  • Manutenção simples: reposição pontual de peças danificadas, com baixo impacto nas operações.


Planejamento do projeto


Defina objetivos e requisitos

  • Tráfego esperado: carros, utilitários, coleta de resíduos, caminhões ocasionais.

  • Extensão e largura das vias, áreas de manobra e vagas.

  • Padrões estéticos: formato dos blocos, cores e paginação.

  • Integração com guias, sarjetas, grelhas e rampas de acesso.


Levantamento e análise do local

  • Topografia e cotas para garantir quedas e escoamento da água.

  • Condições do subleito (solo) e necessidade de reforço ou separação com geotêxtil.

  • Pontos de drenagem existentes e soluções complementares.

  • Interferências: redes de infraestrutura, portarias, jardins, árvores e acessos.


Especificações essenciais

  • Espessura dos blocos: escolha conforme o tráfego (ruas internas costumam exigir peças mais robustas que áreas de passeio).

  • Base e sub-base: dimensionadas com material granular e compactação adequada para suportar cargas e evitar recalques.

  • Areia de assentamento e rejunte: granulometria correta para estabilidade e travamento.

  • Contenções e guias: fundamentais para evitar deslocamentos laterais.

  • Normas técnicas: especificar materiais e métodos conforme normas ABNT vigentes e boas práticas.


Orçamento sem surpresas

Para um orçamento realista, detalhe escopo e condições do local. Isso evita aditivos e retrabalho.


  • Mapeie áreas por tipo de tráfego e acabamento.

  • Preveja drenagem: sarjetas, caixas e grelhas.

  • Inclua contenções, rampas, sinalização e acessibilidade.

  • Considere logística: acesso de caminhões, depósito de materiais e etapas de liberação.

  • Solicite proposta com memorial descritivo, cronograma e garantia por escrito.


Cronograma e logística

  • Obra por trechos para manter acessos e operações.

  • Janelas de menor fluxo para serviços críticos.

  • Controle de umidade e clima para assentamento e compactação.

  • Plano de sinalização temporária e comunicação com moradores/usuários.


Execução passo a passo

  1. Preparação do subleito: regularização, compactação e, se necessário, geotêxtil de separação.

  2. Sub-base/base granular: lançamento, nivelamento com caimento e compactação em camadas.

  3. Instalação das contenções: guias e meios-fios para travamento lateral.

  4. Camada de assentamento: espalhamento de areia na espessura indicada e nivelamento.

  5. Assentamento dos blocos: iniciar por linha mestra; para tráfego veicular, priorize paginações que aumentem o travamento (como espinha de peixe).

  6. Corte e ajustes: acabamento nas bordas e encontros com tampas e grelhas.

  7. Rejuntamento: areia seca para preencher juntas e travar as peças.

  8. Compactação final e limpeza: vibro-placa com manta, varrição e conferência de cotas.

  9. Inspeção e liberação: checagem de planicidade, drenagem e acabamento; liberação por trecho.


Qualidade, segurança e conformidade

  • Controle de compactação nas camadas e verificação de cotas e caimentos.

  • Materiais com comprovação de qualidade e conformidade às normas.

  • Equipe treinada, EPI, sinalização e isolamento da área de obra.


Manutenção programada e vida útil

O piso intertravado favorece manutenções rápidas. Um plano simples preserva a performance e a estética:


  • Limpeza periódica e reposição de rejunte quando necessário.

  • Inspeções após chuvas intensas para checar drenagem e eventuais assentamentos.

  • Substituição pontual de peças danificadas sem afetar o restante da via.


Erros comuns a evitar

  • Subdimensionar a base para o tráfego real.

  • Desprezar drenagem e caimentos mínimos.

  • Falta de contenções laterais adequadas.

  • Assentamento sem linha mestra e sem controle de nivelamento.

  • Liberação ao tráfego antes do travamento completo.


Como escolher o fornecedor certo

  • Portfólio de obras similares e depoimentos.

  • Memorial descritivo claro, com materiais, métodos e prazos.

  • Equipe própria ou supervisão qualificada e garantia por escrito.

  • Plano de segurança, sinalização e comunicação com o cliente.


Próximos passos

Com um bom planejamento, a instalação de piso intertravado em ruas internas entrega desempenho, estética e economia no ciclo de vida. Quer um estudo rápido com dimensionamento, cronograma e orçamento detalhado para o seu empreendimento? Nossa equipe técnica prepara tudo para você.


 
 
 

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