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Qual o melhor tipo de areia para assentar piso intertravado? Guia para comprar certo e evitar retrabalho

  • 7 de fev.
  • 4 min de leitura

Se você quer um piso intertravado bonito, nivelado e que não “cede” com o tempo, a escolha da areia é tão importante quanto a escolha do próprio paver. Muita gente compra qualquer areia “de obra” e depois enfrenta ondulações, afundamentos, peças soltas e rejuntes que somem com a chuva.



Neste guia, você vai entender qual areia usar em cada etapa (cama de assentamento e rejunte) e como comprar de forma inteligente, garantindo acabamento e durabilidade. Se você quiser ajuda para definir o material ideal para o seu projeto, vale conferir orientação para escolher os insumos corretos.



Antes de tudo: base, cama de assentamento e rejunte são etapas diferentes

No piso intertravado, a areia aparece principalmente em dois pontos:


  • Cama de assentamento: camada fina onde as peças são apoiadas e niveladas.

  • Rejunte: material varrido entre as juntas para travar as peças e reduzir movimentações.

A base normalmente é feita com material granular (brita graduada, bica corrida, rachão conforme projeto e tráfego), compactado em camadas. Ou seja: não é “só jogar areia”. Uma base bem feita é o que evita recalques e deformações. Se você está planejando a execução completa, veja como funciona o preparo da base para paver.



Melhor areia para a cama de assentamento (a camada onde o paver vai apoiar)

Para a cama de assentamento, o mais recomendado é:


  • Areia média lavada (granulometria média, com poucos finos)

Ela oferece um equilíbrio ideal: permite nivelamento preciso, boa acomodação das peças e menor risco de “bombear” com água (quando há excesso de finos que viram uma pasta).



Por que areia média lavada costuma ser a melhor escolha

  • Nivela com facilidade sem “empedrar” rápido demais.

  • Drena melhor do que areia muito fina, reduzindo instabilidade com chuva.

  • Assenta com uniformidade, diminuindo risco de desníveis visíveis no acabamento.

  • Menos impurezas (quando lavada), reduzindo retrações e falhas.

Se você está comprando material para obra e quer evitar desperdício, confira como calcular a quantidade de areia para assentamento de acordo com a área e a espessura da cama.



Espessura ideal da cama de assentamento

Na maioria das aplicações, a cama de areia fica entre 3 e 5 cm após nivelamento. Camadas muito grossas aumentam a chance de recalque; camadas muito finas dificultam o ajuste.



Qual areia usar para rejuntar piso intertravado

No rejunte, a prioridade é travamento entre peças. As opções mais comuns são:


  • Areia fina seca (bem peneirada e com baixa umidade)

  • Pó de pedra (em alguns casos, conforme projeto e tipo de junta)

  • Areia polimérica (solução premium, quando especificada)


Areia fina seca (a escolha mais usada)

A areia fina seca entra com facilidade nas juntas e ajuda a “travar” o conjunto. O segredo é estar bem seca e limpa, para preencher ao máximo e reduzir vazios. Após varrer e vibrar, costuma ser necessário repetir o preenchimento.



Pó de pedra: quando faz sentido

O pó de pedra pode funcionar bem em alguns cenários, mas exige atenção: se houver excesso de finos e umidade, pode formar crostas superficiais e manchar. Em áreas sujeitas a enxurrada, pode haver perda do material das juntas. Quando houver dúvida, o ideal é seguir a recomendação técnica para o seu tráfego e tipo de peça. Para isso, você pode falar com um especialista em piso intertravado.



Areia que você deve evitar (ou usar com muita cautela)

  • Areia com muita argila/terra: aumenta retração, vira “barro” com água e desestabiliza o conjunto.

  • Areia de praia: contém sais e impurezas; não é indicada.

  • Areia muito fina para cama: pode reter água, perder estabilidade e gerar recalques.

  • Areia muito grossa para cama: dificulta nivelamento e pode criar pontos de apoio irregulares.


Checklist rápido para comprar a areia certa (e não errar na entrega)

  1. Defina o uso: cama (areia média lavada) ou rejunte (areia fina seca/pó de pedra conforme orientação).

  2. Verifique se é lavada: menos finos e menos impurezas = mais estabilidade.

  3. Peça granulometria adequada: areia “misturada” pode variar muito e comprometer o resultado.

  4. Confira umidade: para rejunte, quanto mais seca, melhor para preencher juntas.

  5. Compre com margem controlada: falta de areia atrasa; excesso encarece. Planeje volume por m³.


O que mais influencia o resultado (e ajuda você a comprar melhor)

Mesmo com a melhor areia, o desempenho final depende de:


  • Compactação correta da base e do subleito.

  • Caimento e drenagem bem definidos para evitar água acumulada.

  • Contenção lateral (meio-fio/guia) para impedir abertura das juntas.

  • Vibração com placa vibratória e proteção adequada nas peças.

Se você quer garantir um resultado profissional (principalmente em garagem, áreas de tráfego e calçadas longas), vale considerar suporte completo para execução do piso com especificação correta de materiais.



Conclusão: então, qual é a melhor areia?

De forma direta:


  • Para assentar (cama de assentamento): areia média lavada é, na maioria dos casos, a melhor opção.

  • Para rejuntar: areia fina seca é a escolha mais comum; em alguns projetos, pode-se usar pó de pedra ou areia polimérica.

Comprar o tipo certo evita desnível, peças soltas e manutenção precoce. Se você quiser fechar a compra com segurança (tipo, quantidade e aplicação), o próximo passo é pedir uma recomendação alinhada ao seu projeto e ao tráfego da área.


 
 
 

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